quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Slumdogfuckin'goodmilionaire!




intensidade violência
música

danny boyle

nó - nó na garganta

babel

atordoamento/emoção/impacto



amor.


sem ver todos os outros, digo sem hesitar: melhor filme do ano!

um quarto...

um quarto...de século.

changes happen when you don't want...sadly way to start again.

a sensatez não bate à porta de todos. o ser melhor não é o lema de todos. ser bom já não se usa. o respeito também não.

a little lost in my way. does it really matters?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu não gosto do Dia dos Namorados ponto.

não, não gosto do Dia dos Namorados. E sim, tenho namorado.

mas sou apologista de que o amor deve ser celebrado- óbvio que deve ser celebrado! não há nada melhor do que um amor e uma cabana! - todos os dias com pequenos ou grandes gestos, dependendo do que nos apeteça. Não com um dia marcado na agenda em que se impõe a compra de mais qualquer coisa que não serve para nada, de um jantar, de uma noite de sexo num hotel...! "ontem levaste na tromba, mas hoje como é dia dos namorados vamos jantar fora. Ah, e toma lá, comprei-te uma coisa". A mulher sorri emocionada porque afinal o marido ainda a ama. Abre o presente. É um peluche com um coração a dizer amo-te. "Ele ainda me ama." só não repara que o peluche é igual ao dos outros dias 14 de fevereiro de todos os anos.

mas adiante...


para além das montras cheias de piroseiras e de sugestões de passeios românticos nas revistas o que se ouve muito é: Pergunta para cinco mil euros (metam aqui a voz do Jorge Gabriel ou do Malato - é para dar mais emoção):
Qual a maior loucura que já fez por amor?

sei lá! vou fazendo...

em falta...

agora só me resta ver: Slumdog Milionaire; A Troca; Revolutionary Road; Milk; Valquíria; The Reader; The Wrestler...e por aí fora...muitos muitos! equilibrem mais isto!! no fim do ano é só porcaria, agora é uma invasão de filmes bons que uma pessoa não sabe para onde se virar! isto incita à pirataria!

já que falamos em filmes...

já que falamos em filmes e em actores brilhantes...grande grande interpretação de meryl streep e philip seymour hoffman...o filme vale tudo por eles. para vê-los. apetece bater palmas de pé em cada cena...um fim que nos deixa a querer ver mais...
... como Vicky Cristina Barcelona...é que, como já se sabe, Woody Allen deixa sempre tudo em aberto...e nós - eu, pelo menos - quase que enraiveço por querer continuar a seguir aquelas vidas tão interessantes como loucas...penélope/scarlett johanson/javier bardem...trio perfeito. um filme sobretudo muito sensual onde o amor é captado por woody allen em todas as vertentes (boas e más e loucas).

cate blanchett - perfect woman


Cada vez mais adorável Cate Blanchett...uma beleza clássica. mulher frágil/forte. ambígua. homem/mulher.
um filme que nos leva para caminhos tão confusos como o tempo e o que fazer com ele. três horas em que não dei pelo tempo passar.
um benjamin velho com tiques de criança...a fase dos porquês de corpo enrugado e quase morto. no fundo, o ciclo da vida. ou quando chegamos a velhos não voltamos a querer/ser crianças?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

palavras-ondas

A dança lenta na palma da mão. Cócegas de penas. Brilhavas suavemente com o balanço colante da brisa do vento. Momento de luz. Depois partiste, com pezinhos de lã. Eu vi-te. Com o mesmo encanto. A suavidade no toque, no andar. O requinte das palavras que te saíam sem pensares nelas. A melodia entoada nas palavras. Foste ter com as ondas. Andaste sobre elas. Depois perdi-te de vista. Foste para o teu mundo. Encantado no fundo do mar. Eras coral. Amei-te nesse segundo. Lembras-te quando dávamos as mãos no baloiço entre os arbustos de neve? Falávamos sem parar sobre tudo. Não havia lugar para o silêncio porque havia sempre tanto para se dizer. Saudosas conversas de encher o peito de ar. Amei-te em todos esses segundos. Nunca te disse. Foi a única coisa que não te disse. Porque tu eras luz e partiste. Não eras daqui. És das ondas. Do teu mundo encantado no fundo do mar. Amo-te lá, não aqui. Continuo a balançar na melodia das tuas palavras versadas e ondulantes. E é calma o que me dás. E é tudo.