Tam tam, tamtam, nanananananaaa................a música continua.
A dança continua. No ritmo frenético que me embala a alma.
A música. O embalo. O colo. Nós. A outra a querer mandar no que nunca será seu; a querer tomar conta do que sou; a querer saber-
me; a sugar-me o sangue à última gota; a arrancar-me mais um bocado de carne que fica entre o coração e o ser. (Quanto tempo mais isto?)
A música que me embala num colo que eu sempre quis.
A VIDA.
A minha vida.
De nadas. O gostar de só. A raiva entranhada.
Rasgo a pele no acto mais fundo de mim. Não sai - está entranhada.
Sou o que querem que eu seja. Repito-me mais que uma vez que não sou eu.
Ninguém me acredita.